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Terapia Familiar

QUANDO UM MEMBRO DO CASAL QUER FILHO E O OUTRO NÃO



Entrevista concedida por Elenice à jornalista Heloisa Junqueira do site UOL: COMPORTAMENTO em fevereiro de 2014


- Quando um quer filho e o outro não, qual a melhor maneira de discutir o assunto? Como um pode abordar os prós e o outro os contras?

O melhor para um casal é sempre uma boa conversa. Se o relacionamento já adquiriu intimidade e maturidade suficiente para o assunto e existe o impasse, por que não cada um colocar seus prós e contras numa balança, frente a frente?


- O que deve ser levado em consideração na hora de considerar o tema?

O DESEJO. Ter ou não filho(s) é uma decisão de foro íntimo e, pelas atribuições bio-psico-culturais, as mulheres são mais propensas a esse desejo, embora hoje muitas mulheres corajosas e conscientes do seu papel social optam por não tê-los.


- Esse assunto deve ser sempre conversado antes de o casal assumir algo mais sério? E se um dos dois mudar de ideia com o passar do tempo?

Claro! Filho não pode ser objeto e nem brinquedo pra ninguém. Também não somos animais irracionais que reproduzimos porque isso é inerente à espécie. Atualmente tanto as mulheres quanto os homens podem usar métodos contraceptivos. “E conversando é que se entende”: o diálogo é SEMPRE o melhor caminho para o entendimento de qualquer relação. Mudar de ideia faz parte da dinâmica das pessoas, é vital. Se houver mudança de pensamento ou desejo, mais conversa para realinhamento do casal!!!


- Abrir mão de um sonho pode arruinar uma vida inteira - e a relação. Por outro lado, fazer algo que no fundo não se quer também pode ter efeitos devastadores. Quais seriam essas consequências? 

Primeira coisa: provável ruptura do casal. Se isto acontecer e não for trabalhada a manutenção do vínculo, o filho já nascerá fazendo parte de uma família monoparental (só um dos pais) e a ausência do outro será uma grande FALTA psíquica. E isso vale para casais hetero ou homoafetivos. As funções materna e paterna são importantes no desenvolvimento e formação de qualquer criança, não importa quem as exerça.

Se não houver ruptura imediata do vínculo conjugal, quem “engoliu” o filho, certamente não terá um bom relacionamento com ele nem com quem decidiu tê-lo. Mais cedo ou mais tarde os relacionamentos se deteriorarão.


- Em quais casos vale ceder? E em quais casos o melhor a fazer é romper, mesmo, e tentar colocar os planos em prática ao lado de outra pessoa?

Vale ceder quando paira a dúvida e o MEDO é o paralisador. O que é bom, porque ter filhos hoje é um grande desafio no que diz respeito a educar, sustentar e amparar. Mas trabalhar a superação dos nossos medos faz parte de nossa evolução pessoal.

O rompimento do casal é saudável quando um dos dois está irredutivelmente decidido a não ter o filho. Não dá pra caminhar juntos quando os dois estão diante de uma encruzilhada e cada um quer seguir um caminho diferente do outro!


- No caso da mulher, provocar uma gestação pode gerar o sonhado filho, mas detonar a relação? Por quê?

Porque foi uma atitude unilateral, impositiva, autoritária. Essa atitude pode ser por omissão (da condição fértil) ou mentira. Infelizmente nos dias atuais ainda há homens casados CULPANDO suas mulheres por elas não terem “controlado” seus corpos ou evitado uma gravidez. Por outro lado, existem certas mulheres que furam as camisinhas dos seus parceiros sem eles perceberem... Aí, a deslealdade é insuportável! Isto também é um tipo de traição.


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